Pular para o conteúdo principal
ValutaFX
Guias

Glossário de câmbio para comércio exterior

Spread, VET, PTAX, contrato de câmbio, liquidação, trava, ACC/ACE: os termos de câmbio que mais aparecem em comércio exterior, explicados de forma direta e sem rodeio.

Autor
Por Equipe ValutaFX
Publicado
Publicado em 27 de julho de 2026
Tempo de leitura
8 min de leitura

Resposta direta

Este glossário reúne os termos de câmbio que mais aparecem no dia a dia de quem importa e exporta — de spread e VET a contrato de câmbio, PTAX, liquidação e trava de câmbio —, explicados de forma direta. Entender o vocabulário do câmbio é o primeiro passo para comparar propostas com clareza e não pagar custo escondido. Os termos que têm artigo próprio trazem link para o aprofundamento.

Conteúdo detalhado

Os termos abaixo são os que mais aparecem em uma operação de câmbio para importação ou exportação. Estão agrupados por tema; onde há um artigo dedicado, o termo leva ao aprofundamento.

Taxas e custos

Spread

Diferença entre a taxa de referência do mercado e a taxa efetivamente contratada — a margem da instituição, e o principal custo (muitas vezes invisível) de um câmbio. Veja o que é spread cambial.

VET (Valor Efetivo Total)

Taxa que reúne, em um único número, todos os custos da operação: taxa contratada + IOF + tarifas. É a métrica correta para comparar propostas de câmbio.

PTAX

Taxa de referência calculada e divulgada pelo Banco Central, com ponta de compra e de venda. É parâmetro, não o valor que você paga. Veja dólar comercial, PTAX e taxa efetiva.

Taxa efetiva (ou contratada)

A taxa que consta no seu contrato de câmbio — referência + spread + custos. É o seu custo real.

IOF

Imposto federal que incide sobre operações de câmbio, com alíquota que varia conforme a natureza da operação. Compõe o VET. Confirme sempre a alíquota vigente para o seu caso.

Dólar comercial

Cotação do dólar usada em operações comerciais (importação, exportação, pagamentos), por oposição ao dólar turismo. Varia a cada instante e não é um número oficial único.

A operação

Fechamento de câmbio

A contratação formal da compra ou venda de moeda estrangeira para uma operação. Veja como funciona o fechamento na prática.

Contrato de câmbio

Documento que formaliza a operação junto à instituição autorizada, com a taxa contratada, os valores e a natureza da operação.

Natureza da operação

Código definido pelo Banco Central que classifica o que aquele câmbio representa (importação de mercadoria, serviço, retorno de exportação, etc.). Determina o enquadramento e, às vezes, a documentação exigida.

Liquidação

Entrega efetiva da operação: os reais são debitados e a moeda estrangeira é enviada ao exterior (ou creditada, num recebimento), em geral via ordem de pagamento internacional.

Câmbio pronto

Operação cuja liquidação ocorre em até dois dias úteis (D+0 a D+2) da contratação.

Câmbio futuro

Operação cuja liquidação é agendada para uma data mais distante, combinada no contrato.

Agentes e instrumentos

Correspondente cambial

Empresa que intermedia operações de câmbio em parceria com uma instituição autorizada, organizando taxa, documentação e atendimento. É o papel da ValutaFX, em parceria com o Banco BS2.

Instituição autorizada

Banco ou instituição habilitada pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio e a registrar os contratos.

Trava de câmbio

Instrumento que fixa a taxa com antecedência, protegendo a operação da variação cambial até a liquidação — útil em pagamentos ou recebimentos a prazo.

Ordem de pagamento (SWIFT)

Instrução de transferência internacional de recursos entre instituições, usada para enviar ou receber o valor da operação no exterior.

ACC e ACE

Adiantamentos ligados à exportação: o ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) é concedido antes do embarque; o ACE (Adiantamento sobre Cambiais Entregues), após o embarque. Antecipam recursos ao exportador.

Ficou com uma dúvida sobre um termo em uma operação concreta? Fale com a ValutaFX — o câmbio explicado por quem vive de comex.

Dados estruturados

O que é: glossário dos principais termos de câmbio para importação e exportação.

Taxas e custos: spread, VET, PTAX, taxa efetiva, IOF, dólar comercial.

A operação: fechamento, contrato de câmbio, natureza da operação, liquidação, câmbio pronto, câmbio futuro.

Agentes e instrumentos: correspondente cambial, instituição autorizada, trava de câmbio, ordem de pagamento (SWIFT), ACC e ACE.

Perguntas frequentes

  • Qual a diferença entre spread e VET?
    O spread é a margem da instituição — a diferença entre a taxa de referência e a taxa contratada. O VET (Valor Efetivo Total) é mais amplo: reúne a taxa contratada, o IOF e as tarifas em um único número. Ou seja, o spread é um dos componentes do custo; o VET é o custo total. Compare propostas pelo VET.
  • PTAX é a taxa que eu pago?
    Não. A PTAX é uma taxa de referência do Banco Central, usada como parâmetro. O que você paga é a taxa efetiva (contratada), que parte de uma referência e soma o spread e os custos. A PTAX serve, inclusive, para medir quanto de spread está embutido na sua taxa.
  • O que é câmbio pronto?
    É a operação cuja liquidação ocorre em até dois dias úteis (D+0 a D+2) da contratação — o formato mais comum no dia a dia. No câmbio futuro, a liquidação é agendada para uma data mais distante, definida no contrato.
  • O que faz um correspondente cambial?
    Um correspondente cambial intermedia a operação em parceria com uma instituição autorizada: cota, negocia a taxa, organiza a documentação e acompanha o fechamento e a liquidação. É quem aproxima a empresa da operação de câmbio, com atendimento próximo — como a ValutaFX faz em parceria com o Banco BS2.
  • O que são ACC e ACE?
    São formas de adiantamento de recursos ao exportador. O ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) é concedido antes do embarque; o ACE (Adiantamento sobre Cambiais Entregues) ocorre após o embarque. Ambos antecipam ao exportador o valor da venda que será recebido do exterior.